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Política, etc...

Embora no passado, o filósofo grego Aristóteles tenha dito que: "O homem é um ser politicamente organizado". Acredito que a Política é também uma questão de ação e reação, melhor dizendo, uma relação dialética, além de organização - o primeiro ato político do ser humano na minha visão, é quando ao nascer, o bebe é incomodado, ou levando um tapinha de leve ou enfiando-lhe canudos para a desobstrução das vias aéreas, e ele chora numa reação ao incomodo.

Nesse momento, é o início da politização do indivíduo. Que daí para frente passará a desenvolver a sua vida e a luta pela sobrevivência, se for da classe pobre - é claro! Caso ao contrário, vai ser o que ouvi numa música, que era mais ou menos assim:"Não vai dar, assim não vai dar, eu não vou ter, porque me rebelar(ou com quem me rebelar)".

Dentro do processo da política burguesa eu tenho a seguinte visão "Hay gobierno? Soy contra".  Pelo simples fato de saber que a democracia burguesa, não é para o povo e com o povo, e sim, para a burguesia e com a burguesia. Já ouvi também uma outra música, se não me engano do Cazuza, diz que: "A burguesia fede".

Fica mais fácil entender, porque sempre existe a oposição a qualquer governo, seja um verdadeiramente democrático: para o povo e com o povo, ou o da burguesia pela burguesia. São forças antagônicas, uma relação dialética: capital x trabalho. Ora um, ora outro, se colocam contra ou favor, dependendo do poder que estiver constituído (é aqui uma questão de interesses e não de um  processo eleitoral).  Não se coadunam, como água e óleo - não se misturam. E a cada dia que passa, é maior o fosso que separa a burguesia do proletariado, como já escrevia o escritor italiano Antonio Gramsci.

É de importância fundamental o estudo de GRAMSCI para o educador progressista e para o entendimento de que os conteúdos disseminados hegemonicamente nas escolas, que é um Aparelho Ideológico de Estado, que os  conteúdos favorecem apenas as crianças burguesas e  para a  manutenção da sociedade burguesa - a elite dominante. Através dos seus intelectuais: autores de livros, gerente de empresas da mídia em geral e infelizmente, educadores.
 A estratégia educacional gramsciana, então, é a criação da contra-hegemonia, fora das escolas, e o uso dessa contra-hegemonia para o desenvolvimento de intelectuais orgânicos, àqueles intelectuais que têm origem na classe operária e que continuam a ela ligada organicamente, para mobilizar intelectuais burgueses desiludidos e aqueles intelectuais tradicionais da classe trabalhadora que se separaram de suas origens de classe.
Essa contra-hegemonia, deveria ainda contribuir para a resistência da juventude trabalhadora ao uso das escolas como centros de manutenção e extensão da dominação burguesa.
 Por isso que é fundamental a leitura de GRAMSCI por educadores progressistas, comprometidos com uma sociedade justa e igualitária. Entender que não podemos continua a reproduzir valores de uma classe que não é a da classe trabalhadora

 

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